segunda-feira, 13 de junho de 2016

L I B E R D A D E

       Dentre os bens mais apreciados pelo homem, destaca-se a liberdade que se manifesta de muitas maneiras em qualquer sociedade. Muitas guerras foram travadas em todo mundo com o intuito de garantir aos cidadãos o direito de ir e vir, bem como outros direitos de fundamental importância para a humanidade.
          Os piores regimes políticos implantados no mundo antigo, assim como, no contemporâneo, foram os que negaram e, atualmente negam aos indivíduos a liberdade de viverem livres de pressões externas, que inibem o desenvolvimento de suas aptidões outorgadas por Aquele que nos criou à sua semelhança.
          Nos países onde impera o comunismo, assim como naqueles onde ocupam cargos públicos os chefes religiosos (islâmicos), os cidadãos são severamente reprimidos por leis ditatoriais, feitas sob medida, por pessoas geralmente psicóticas, que agem como dotadas de poderes divinos.  Nenhum homem é Deus.        
          No Brasil, determinadas pessoas, também possuídas por mentalidade doentia, têm trabalhado incansàvelmente para enfraquecer as instituições democráticas, com o objetivo de implantarem neste país continental, mais uma famigerada ditadura, que tantos males causam a qualquer sociedade, como está provado sobejamente.
          O chamado socialismo, que nada mais é que o antiquado comunismo, travestido de roupagem moderna, combate o lucro, criando leis que inibem o desenvolvimento econômico e social de qualquer nação, pois nenhum  sensato empreendedor, correrá risco investindo em países que combatem a lucratividade, uma vez que é através do lucro que garantirá a empregabilidade de milhares de trabalhadores.
           Nos regimes tirânicos, fala-se muito em democracia, porém, os que exercem o poder, são destituídos de sensatez, impondo suas ideias com mãos de ferro, pouco se importando com as consequências nefastas de seus atos megalomaníacos.
           O socialismo pauta sua ideologia político-religiosa, impondo aos governados leis que elege como prioridade o Estado, como se fosse um verdadeiro Senhor, competente para dominar os subordinados em todas às áreas da vida, tais como: a criação de filhos, a propriedade, a vida profissional e até mesmo o lazer.
          Não existe regime político perfeito, pois o  poder é exercido por homens, não por anjos, porém numa democracia capitalista há a liberdade para a criatividade, que geralmente produz bem-estar aos que produzem bens e serviços.

          Na vida privada, o ser humano não consegue ser totalmente livre, pois, como fica patente aos olhos de quem os tem para ver, se o indivíduo quiser fazer tudo o que desejar, tornar-se-a escravo e não livre, devido sua natureza depravada.
          A verdadeira liberdade, consiste em só fazer aquilo que for necessário para o bem-estar físico, emocional, psicológico e, sobretudo espiritual, nosso e de nossos semelhantes, em qualquer aspecto da vida. O que é muito difícil de ser feito.
          Geralmente quem decide fazer tudo o que gosta, não se importando com as consequências de seus atos, são as pessoas que precisam ser segregadas da comunidade, devido sua periculosidade. No mundo há muitos presídios.
          Liberdade, portanto, traduz-se em domínio próprio. Livre é quem consegue não fazer coisas que sabe serem prejudiciais a si mesma ou a terceiros e não, quem consegue fazer o que quer. Os monstros da história universal são exemplos marcantes.
          Uma das fases mais felizes do ser humano é a infância, justamente porque outros decidem pelas crianças, impedindo-as de errarem tanto, como acontece na vida adulta. Isso prova que a liberdade, mais que, um direito, é uma arma difícil de ser manejada. Ai de quem não consegue dominá-la.
          Se seu possuidor não souber manejá-la, torna-se em suas mãos, um bumerangue, causando males irreparáveis na vida tanto deste, como de vítimas inocentes, que sofrem também as consequências de atos impensados de terceiros.
          Por sermos dotados de uma natureza imperfeita; por sermos dependentes de leis que foram criadas por Deus; por sermos responsáveis pelas consequências de nossos atos, não podemos usar da nossa liberdade a bel prazer, sob pena de nos tornarmos escravos de nossos vícios; de nossa facilidade em fazer o errado.
          O ser humano, por ser injusto por natureza, na maioria da vezes, utiliza dessa aptidão que Deus, graciosamente lhe concedeu, a liberdade, de forma indevida, sofrendo as consequências desastrosas de suas decisões.
          Neste mundo, desde o momento em que começamos a discernir entre o bem e o mal, estamos sujeitos a cair em muitas armadilhas, pois, somos dominados por desejos nem sempre inocentes: ambição desenfreada, egoísmo, curiosidade, etc...
          Para aqueles que, mesmo no mundo pós moderno, ainda creem no Deus vivo, resta a esperança de buscar Nele, a preciosa sabedoria a fim de tomar, na maioria das vezes, decisões que redundem em: paz, alegria, felicidade, enfim, o resultado de confiar Nele , não em sua própria sabedoria.


                      Novembro de 2015.                                 N. B. Silva                               

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